No nosso último texto, fizemos uma breve introdução sobre o que começaremos a tratar de maneira mais especifica hoje: o Ideal Franciscano de Vida, mas agora refletindo sobre os seus cinco pontos específicos.
No título nós temos o Ideal que falaremos hoje:
AMAR PRIMEIRO!
Não seria necessário dizer mais nada, visto que que estas duas palavras dizem tudo, - amar primeiro. Mas usaremos um exemplo prático, narrado pelo evangelista Lucas, para compreender este ideal. Antes de prosseguir te convido a ler a narrativa aqui, a partir do versículo 11.
O ponto central para entendermos o amar primeiro neste evangelho está no versículo 20b que diz assim:
"Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e foi tomado de compaixão. CORREU-LHE AO ENCONTRO, abraçou-o e o cobriu de beijos."
Quando o filho ainda está longe, sem querer saber motivos ou intenções, o pai corre, isso mesmo, corre ao encontro do filho. Quem ama tem pressa de amar. O pai não fica esperando o filho chegar mais perto, mas já se lança ao caminho o mais rápido que pode, para que pudesse novamente dar o seu amor ao seu filho, e o evangelho continua narrando a alegria deste pai com o retorno de seu filho, independente de qualquer outra coisa.
Amar primeiro é isso! É não esperar que o outro venha te dar motivos, te apresentar intenções, mas simplesmente 'correr-lhe' ao encontro e oferecer aquilo que gratuita e essencialmente recebemos de Deus: o amor!
Não basta simplesmente dizer que ama, é preciso sair da comodidade de nossa varanda sombreada, e sair correndo pelo caminho ensolarado, cheio de pedras, simplesmente para poder amar o teu irmão.
O filho não tem nome, o pai não tem nome, somos todos ao mesmo tempo, pai e filho, precisamos amar e também ser amado. Dentro de nossas fraternidades, este deve ser o nosso pensamento para com todos os irmãos, porque independente de onde veio, como veio, e porque veio, é nosso dever simplesmente ama-lo primeiro, sem querer nada em troca, e estaremos começando a de fato viver o evangelho em fraternidade.
Com o mundo? Façamos o mesmo!
ATREVA-TE
Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local
Antes de ser frade ou religioso, Francisco de Assis foi jovem! O desafio da JUFRA é ser a jovem semente franciscana hoje! Paz e bem
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
O IDEAL FRANCISCANO DE VIDA
É de seus sonhos e suas esperanças, de sua fé e de suas crenças que o homem caminha e chega aos mais variados lugares. Não é algo que ele faz simplesmente por fazer, mas por querer algo e por acreditar em algo. Ninguém sobe ao alto de uma montanha se não gostar de escalada; ninguém vai as profundezas das águas se não gostar de mergulhar. Ambos tem em comum o desejo de conseguir algo, que mesmo que ninguém veja, mas que satisfaça o próprio homem.
Voltamos lá na Idade Média, falando sobre aquela bomba atômica da qual já nos referimos neste blog. Do sonho de ser cavaleiro à fiel escudeiro do evangelho, - cavaleiro por excelência!
Francisco não foi nunca um homem alienado, nem de seu tempo, nem de absolutamente nada, foi completamente inserido em seu tempo, e também sabia onde queria chegar, e este era o seu grande desejo. Não abandonou a casa paterna por orgulho; não reconstruiu Igrejas pelo simples fato de as considerar bonitas; não andou por vários lugares simplesmente para conhecê-los; não chamou aos outros de irmãos simplesmente para não se sentir sozinho. Francisco fez isso e tantas outras coisas porque acreditava naquilo que estava vivendo e fazendo. Deixar a casa paterna era necessário para viver desapegado de tudo, inclusive da própria família, para poder entregar-se livremente nas mãos de Deus.
Ele reconstruiu Igrejas, por escutar a voz do crucificado lhe pedir, e crer firmemente que a Igreja era um espaço sagrado, onde todos deveriam adora a Jesus Cristo, "porque pela vossa santa cruz, remistes o mundo!"
Andou pelo mundo a serviço da pregação do evangelho, evangelho este que pregou pelas palavras, mas sobretudo pelas obras. Foi um evangelho vivo que gritava em alta voz que o amor não era amado, e proclamava a sua graça salvadora.
Aos que Deus lhe deu de presente, chamou-os de irmãos por acreditar na fraternidade, por acreditar na força da fraternidade e na graça que concedia aos que se dispunham a "este santo convívio!" (4CtIn 9)
Francisco acreditava em algo maior que ele, acreditava no evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. E foi por ele que fez tantas coisas.
O grande Ideal de Francisco foi viver o evangelho. Hoje a JUFRA nos convida a abraçar o Ideal Franciscano de Vida, mas que só conseguiremos abraça-lo e vive-lo, se tal qual Francisco nos atrevermos ao desafio da vocação recebida.
Nos próximos textos, vamos conhecer e refletir, sobre os cinco pontos do Ideal Franciscano de Vida, mas até lá cabe-nos ressaltar dentro de nós o valor de nosso próprio chamado ao evangelho, para que possamos abandonar tudo que nos impede de viver o evangelho, e em fraternidade anunciar a graça do ressuscitado, e continuar o processo de restauro da Igreja do Senhor!
ATREVA-TE!
Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local
Voltamos lá na Idade Média, falando sobre aquela bomba atômica da qual já nos referimos neste blog. Do sonho de ser cavaleiro à fiel escudeiro do evangelho, - cavaleiro por excelência!
Francisco não foi nunca um homem alienado, nem de seu tempo, nem de absolutamente nada, foi completamente inserido em seu tempo, e também sabia onde queria chegar, e este era o seu grande desejo. Não abandonou a casa paterna por orgulho; não reconstruiu Igrejas pelo simples fato de as considerar bonitas; não andou por vários lugares simplesmente para conhecê-los; não chamou aos outros de irmãos simplesmente para não se sentir sozinho. Francisco fez isso e tantas outras coisas porque acreditava naquilo que estava vivendo e fazendo. Deixar a casa paterna era necessário para viver desapegado de tudo, inclusive da própria família, para poder entregar-se livremente nas mãos de Deus.
Ele reconstruiu Igrejas, por escutar a voz do crucificado lhe pedir, e crer firmemente que a Igreja era um espaço sagrado, onde todos deveriam adora a Jesus Cristo, "porque pela vossa santa cruz, remistes o mundo!"
Andou pelo mundo a serviço da pregação do evangelho, evangelho este que pregou pelas palavras, mas sobretudo pelas obras. Foi um evangelho vivo que gritava em alta voz que o amor não era amado, e proclamava a sua graça salvadora.
Aos que Deus lhe deu de presente, chamou-os de irmãos por acreditar na fraternidade, por acreditar na força da fraternidade e na graça que concedia aos que se dispunham a "este santo convívio!" (4CtIn 9)
Francisco acreditava em algo maior que ele, acreditava no evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. E foi por ele que fez tantas coisas.
O grande Ideal de Francisco foi viver o evangelho. Hoje a JUFRA nos convida a abraçar o Ideal Franciscano de Vida, mas que só conseguiremos abraça-lo e vive-lo, se tal qual Francisco nos atrevermos ao desafio da vocação recebida.
Nos próximos textos, vamos conhecer e refletir, sobre os cinco pontos do Ideal Franciscano de Vida, mas até lá cabe-nos ressaltar dentro de nós o valor de nosso próprio chamado ao evangelho, para que possamos abandonar tudo que nos impede de viver o evangelho, e em fraternidade anunciar a graça do ressuscitado, e continuar o processo de restauro da Igreja do Senhor!
ATREVA-TE!
Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local
quinta-feira, 19 de abril de 2012
VIVER O EVANGELHO
"Amor: é o evangelho numa palavra!"
"Francisco, todo evangelho; evangelho, todo Francisco!"
"... mas que eu deveria viver segundo a forma do santo Evangelho!"
"... que ele seja a luz verdadeira que ilumine a sua vida. Amém!"
Várias citações, músicas e tantos outros estudos e formações, falam do evangelho. Será porque isso?
A resposta é óbvia, pois o evangelho é o principal guia do cristão. Nele estão contidos todos os ensinamentos de Cristo, o Senhor. O evangelho é a verdade do Cristo transcrita pelos santos evangelistas.
Mas a pergunta que nos deixa inquietos e que talvez precisamos responder é, porque em Francisco o evangelho é tão puro e tão claro?
Nós, que fomos chamados a vocação franciscana, jovens que fazem esta experiência cristã na JUFRA, somos desafiados a fazer a mesma experiência evangélica de Francisco e Clara, de maneira pura e clara.
Vamos a algumas passagens relacionadas onde Francisco se depara com o evangelho:
Francisco participa da celebração, mas ainda não compreende a mensagem do evangelho. Depois de terminada a celebração pede ao sacerdote que lhe explique melhor aquela passagem, o que ele o faz prontamente.
O primeiro passo para viver o evangelho é compreende-lo, e não existe formula mágica, ou simpatia. É preciso ler, reler, e entender a mensagem que ele transmite, e como Francisco, não ter vergonha de pedir ajuda para compreender alguns trechos dos quais tenhamos dúvidas.
Não podemos e também não devemos criar interpretações que surjam de nossas mentes, embora todos nós sejamos dotados do Espírito Santo que ilumina nossa reflexão, devemos tomar cuidado para não deixar que o que estejamos falando, seja nosso 'eu' e não o evangelho.
O evangelho então convida Francisco a deixar tudo para seguir Jesus Cristo, e sem olhar para trás, Francisco se livra de todos os panos que o pudessem o privar de liberdade de seguir seu mestre. O convite do evangelho também nos é feito hoje, somos interpelados a abandonar o que nos afasta de Deus. Essa parte, parece muitas vezes batida e banalizada, porque esse "abandonar tudo" parece algo radical, como a pobreza extrema, uma vida somente de oração nas 24 horas do dia, silêncio e penitência.
Não é este "abandonar tudo" que é o mais necessário, mas sim abandonar aquilo que sabemos, faz-nos estar distantes de Deus. Não está longe, lendo estas linhas, você com certeza está se lembrando de algo que te afasta de Deus e é isso ai que o evangelho te convida a abandonar.
Outro ponto diferencial em Francisco na vivência do evangelho, é o dinamismo e alegria que dispõe para vivê-lo. Nada é um peso, tudo é uma imensa alegria. E ele não distancia o evangelho da sua realidade, mas o atualiza para a sua vida.
O grande desafio que assumimos hoje, é atualizar este mesmo evangelho com a coragem de Francisco e Clara de Assis. Vivê-lo com a mesma intensidade, energia e alegria que estes grandes santos viveram na Idade Média, juntamente com seus irmãos.
Nossas fraternidades, começando por cada um de nós, precisam redescobrir o evangelho, e se fazer evangelho, e transmitir a mesma alegria que se via em Francisco e Clara, e que tanto contagiou jovens e adultos ao longo dos anos.
Novamente o convite
ATREVA-TE!
Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local
quinta-feira, 12 de abril de 2012
FRATERNIDADE: PARTE II
Vários conceitos já foram considerados ao longo da história, tentando compreender, interpretar e explicar o que é a fraternidade. Mas nenhuma delas se compara a verdadeira experiência de conhecê-la, fazendo parte. Todas as teorias são importantes a medida que nos iluminam a vivência fraternal, mas nada ensina mais, exige mais, acalenta mais, corrige mais do que estar com os irmãos.
Na reflexão de hoje tomo a liberdade de contar algumas histórias, que a meu ver evidenciam esse ser fraternidade. Algumas engraçadas, outras não, e que talvez não transmitam a mesma emoção que foi experimenta-las, mas que deve provocar a imaginação.
A primeira coisa que você vai perceber quando você entra na fraternidade, é que os irmãos já se sentem donos de tudo que é seu. Eles chegam na sua casa, e a sua avó acaba virando avó deles também. Eles chegam e abrem seu armário pra pegar o prato que ele te pediu e você demorou a levar. Ele deita na sua cama e dorme como se estivesse em casa. Fala que o suco está ruim sem a menor cerimonia. Se acham donos até da sua casa, exemplo:
_Irmão vamos fazer um churrasco amanha viu?!
_Tudo bem? O que tem que levar e onde vai ser?
_Bem nós vamos dividir entre nós a carne, o refrigerante, mas você poderia fazer aquela sobremesa?
_Posso sim, mas onde vai ser o churrasco?
_NA SUA CASA!
_Mas eu tenho que sair amanha!
_Ah! Desmarca!
Existe um ponto que varia muito de fraternidade pra fraternidade, mas no caso em Franca, os meus irmãos são os donos da minha barriga, são eles que dizem que eu estou gordo, que estou magro. Não no sentido de me colocar pra baixo, mas querendo que eu não exagere. E não existe nada pela metade é tipo assim:
_Irmão 'tá' precisando fazer uma caminhadinha hein, ta ficando com uma barriguinha!
Bem fraternidade também guarda alguns segredos, porque tem alguns irmãos que não gostam de alho, (neh Wendell) mas convenhamos com comida sem alho não fica tão saborosa assim. Para agradar a gregos e troianos, qual o segredo? Amasse o alho até ele virar uma pasta que ele some na comida, da o sabor e ninguém vê, então não cria problemas.
Fraternidade é o lugar que os irmãos brigam, discutem, saem bravos, escrevem cartas de renuncia e afastamento, mas que logo voltam atrás pelo testemunho da "correção fraterna". E não pensem que estou falando de um fato isolado, eu já presenciei isso 3 vezes distintas, em fraternidades distintas.
Dinheiro é um problema que insiste veementemente em faltar em nossas fraternidades, então sempre estamos juntando as moedas e os poucos números das notas pra fazer algo. Mas algo valoroso é que todos sempre devem participar independente do dinheiro ou de qualquer outra coisa. Carroçao Lanches conhece muito bem isso, porque não é sempre que todos tem dinheiro, mas todos sempre comem, juntos.
Filmes de terror são momentos únicos na vida fraterna e promovem um entrosamento fabuloso entre os irmãos. Porque assustar é uma questão de tempo, e o irmão ao lado é o porto seguro, mesmo que ele esteja com mais medo que você. O grande problema desses filmes, é a janela aberta e o vento na cortina.
Não existe maneira melhor de aprender a cozinhar do que em fraternidade. Coloca todo mundo na cozinha, fogão à lenha, cardápio mais ou menos definido, acende o fogo e começam as 'sugestões'. "Põe mais água!", "Tira do fogo!", "Passa pra trás!", "Põe mais lenha!", "Já viu o sal?", "Não tem que colocar cebolinha agora?", mas o mais triste de tudo é que o cidadão que fala assim: "Tem que passar sabão por fora da panela pra não queimar!" aparece um pouco atrasado.
Em fraternidade, se você for a algum lugar para rezar, então reze; se você for em algum lugar apenas para visitar, apenas visite; porque dependendo do que te é proposto por outros, os irmãos aprontam o maior escândalo. Não por ciumes, mas por zelo!
Neste lugar você aprende a respeitar o seu irmão, embora muitas coisas aqui possam parecer o contrário. Mas a realidade de tudo isso, é que você se torna tão intimamente ligado a vida do seu irmão, que você se preocupa com ele, cuida dele, e critica ele, como se fosse ele mesmo.
Pra quem lê, talvez isso tudo pareça tão estranho, mas são várias atitudes que ao longo do tempo foram construindo fraternidade. Não tem nada de utópico ou teórico nestas linhas. Esta é uma pequena parte da vida em fraternidade. Não é uma fraternidade perfeita, pois tem problemas como tantas outras. Mas nós as enfrentamos assim. Os irmãos que hoje vivem juntos isso, foram dados por Deus para que cuidássemos uns dos outros, e neles encontramos as mais diversas personalidades, jeitos, manias e loucuras. Mas é desse jeito todo torto e maluco, que nós descobrimos o sabor da fraternidade.
Não me preocupo muito com o "estar certinho", porque como diz o ditado:
"Deus escreve certo por linhas tortas!"
Fraternidade é o lugar onde as pessoas tortas se encontram, para que Deus escreva certo nelas e por elas!
Semana que vem, continuaremos falando sobre o Compromissso Franciscano de Vida, e nossa próxima reflexão é sobre "VIVER O EVANGELHO"
Novamente o convite
ATREVA-TE
Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local
Na reflexão de hoje tomo a liberdade de contar algumas histórias, que a meu ver evidenciam esse ser fraternidade. Algumas engraçadas, outras não, e que talvez não transmitam a mesma emoção que foi experimenta-las, mas que deve provocar a imaginação.
A primeira coisa que você vai perceber quando você entra na fraternidade, é que os irmãos já se sentem donos de tudo que é seu. Eles chegam na sua casa, e a sua avó acaba virando avó deles também. Eles chegam e abrem seu armário pra pegar o prato que ele te pediu e você demorou a levar. Ele deita na sua cama e dorme como se estivesse em casa. Fala que o suco está ruim sem a menor cerimonia. Se acham donos até da sua casa, exemplo:
_Irmão vamos fazer um churrasco amanha viu?!
_Tudo bem? O que tem que levar e onde vai ser?
_Bem nós vamos dividir entre nós a carne, o refrigerante, mas você poderia fazer aquela sobremesa?
_Posso sim, mas onde vai ser o churrasco?
_NA SUA CASA!
_Mas eu tenho que sair amanha!
_Ah! Desmarca!
Existe um ponto que varia muito de fraternidade pra fraternidade, mas no caso em Franca, os meus irmãos são os donos da minha barriga, são eles que dizem que eu estou gordo, que estou magro. Não no sentido de me colocar pra baixo, mas querendo que eu não exagere. E não existe nada pela metade é tipo assim:
_Irmão 'tá' precisando fazer uma caminhadinha hein, ta ficando com uma barriguinha!
Bem fraternidade também guarda alguns segredos, porque tem alguns irmãos que não gostam de alho, (neh Wendell) mas convenhamos com comida sem alho não fica tão saborosa assim. Para agradar a gregos e troianos, qual o segredo? Amasse o alho até ele virar uma pasta que ele some na comida, da o sabor e ninguém vê, então não cria problemas.
Fraternidade é o lugar que os irmãos brigam, discutem, saem bravos, escrevem cartas de renuncia e afastamento, mas que logo voltam atrás pelo testemunho da "correção fraterna". E não pensem que estou falando de um fato isolado, eu já presenciei isso 3 vezes distintas, em fraternidades distintas.
Dinheiro é um problema que insiste veementemente em faltar em nossas fraternidades, então sempre estamos juntando as moedas e os poucos números das notas pra fazer algo. Mas algo valoroso é que todos sempre devem participar independente do dinheiro ou de qualquer outra coisa. Carroçao Lanches conhece muito bem isso, porque não é sempre que todos tem dinheiro, mas todos sempre comem, juntos.
Filmes de terror são momentos únicos na vida fraterna e promovem um entrosamento fabuloso entre os irmãos. Porque assustar é uma questão de tempo, e o irmão ao lado é o porto seguro, mesmo que ele esteja com mais medo que você. O grande problema desses filmes, é a janela aberta e o vento na cortina.
Não existe maneira melhor de aprender a cozinhar do que em fraternidade. Coloca todo mundo na cozinha, fogão à lenha, cardápio mais ou menos definido, acende o fogo e começam as 'sugestões'. "Põe mais água!", "Tira do fogo!", "Passa pra trás!", "Põe mais lenha!", "Já viu o sal?", "Não tem que colocar cebolinha agora?", mas o mais triste de tudo é que o cidadão que fala assim: "Tem que passar sabão por fora da panela pra não queimar!" aparece um pouco atrasado.
Em fraternidade, se você for a algum lugar para rezar, então reze; se você for em algum lugar apenas para visitar, apenas visite; porque dependendo do que te é proposto por outros, os irmãos aprontam o maior escândalo. Não por ciumes, mas por zelo!
Neste lugar você aprende a respeitar o seu irmão, embora muitas coisas aqui possam parecer o contrário. Mas a realidade de tudo isso, é que você se torna tão intimamente ligado a vida do seu irmão, que você se preocupa com ele, cuida dele, e critica ele, como se fosse ele mesmo.
Pra quem lê, talvez isso tudo pareça tão estranho, mas são várias atitudes que ao longo do tempo foram construindo fraternidade. Não tem nada de utópico ou teórico nestas linhas. Esta é uma pequena parte da vida em fraternidade. Não é uma fraternidade perfeita, pois tem problemas como tantas outras. Mas nós as enfrentamos assim. Os irmãos que hoje vivem juntos isso, foram dados por Deus para que cuidássemos uns dos outros, e neles encontramos as mais diversas personalidades, jeitos, manias e loucuras. Mas é desse jeito todo torto e maluco, que nós descobrimos o sabor da fraternidade.
Não me preocupo muito com o "estar certinho", porque como diz o ditado:
"Deus escreve certo por linhas tortas!"
Fraternidade é o lugar onde as pessoas tortas se encontram, para que Deus escreva certo nelas e por elas!
Semana que vem, continuaremos falando sobre o Compromissso Franciscano de Vida, e nossa próxima reflexão é sobre "VIVER O EVANGELHO"
Novamente o convite
ATREVA-TE
Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local
quinta-feira, 29 de março de 2012
FRATERNIDADE: PARTE I
Refletindo sobre o Compromisso Franciscano de Vida, hoje começaremos a falar sobre FRATERNIDADE, tema já incansavelmente discutido. Esta reflexão será dividida em duas partes, e nesta primeira vamos conceituar fraternidade, à luz do muito que já se tem escrito a respeito.
Vale a pena começar por São Francisco:
Todos, quando se propõem viver a vocação franciscana, receberam de Deus vários irmãos, na chamada fraternidade, para que façam juntos a experiência do Evangelho. Pessoas que cheias do Espírito Santo distribuidor dos dons, se sentem chamados a partilhar entre irmãos o evangelho de Jesus Cristo.
A fraternidade é o lugar onde tudo acontece, onde se descobre sempre mais o evangelho, e a própria necessidade em vivê-lo. Onde cada irmão vai dando seu testemunho, mesmo que pequenos, mas que nos modificam. É o lugar que nos sentimos acolhidos, por irmãos que sempre estão a te esperar. É o lugar onde ninguém precisa de máscaras, cada um é o que é. É o lugar de recobrar as forças, e dividir os pesos.
Fraternidade é o local onde se é interpelado ao pedido do evangelho, a necessidade de ser evangelho.
É o local onde se pode viver a plenitude da vocação; vocação aqui entendida como "chamado" e "resposta"; chamado de um Deus que nos convida a viver em fraternidade, e resposta do ser humano que na fraternidade dá seu sim a Deus.
Fraternidade é o lugar das rosas, onde cada irmão trás um cheiro diferente, mas que trás consigo também alguns espinhos. E aqui nos deparamos com a grande graça da fraternidade: Não se abandona as rosas por causa dos seus espinhos, antes cultiva-as com mais carinho e se aprende a lidar com seus espinhos.
Existe um ditado, muitas vezes usado com sentido pejorativo que diz: "Família ninguém escolhe!" Fraternidade também é uma família que nós não escolhemos, mas como nossa família sanguínea ou adotiva, são presentes que Deus nos dá. Não servem para serem usados, mas para serem cuidados.
Novamente Francisco dizia que os irmãos deveriam nutrir entre si o mesmo amor que uma mãe nutria por seus filhos. E aqui está da forma mais clara do que é fraternidade.
Este texto, talvez não seja tão claro como deveria; tinha como princípio elucidar um pouco do que é fraternidade, mas existem algumas peculiaridades e curiosidades que também são necessárias para um melhor entendimento, e esse é o foco do nosso próximo texto.
Novamente o convite:
ATREVA-TE!
Fraternalmente
Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local
Vale a pena começar por São Francisco:
"E depois que o Senhor meu deu irmãos, ninguém mais me disse o que eu deveria fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu deveria viver segundo a forma do Santo Evangelho."Bem no início de seu testamento Francisco se expressa dessa forma se referindo aos seus irmãos, que o Senhor lhe deu. E de fato não são menos que isso, presente do Deus Altíssimo.
Todos, quando se propõem viver a vocação franciscana, receberam de Deus vários irmãos, na chamada fraternidade, para que façam juntos a experiência do Evangelho. Pessoas que cheias do Espírito Santo distribuidor dos dons, se sentem chamados a partilhar entre irmãos o evangelho de Jesus Cristo.
A fraternidade é o lugar onde tudo acontece, onde se descobre sempre mais o evangelho, e a própria necessidade em vivê-lo. Onde cada irmão vai dando seu testemunho, mesmo que pequenos, mas que nos modificam. É o lugar que nos sentimos acolhidos, por irmãos que sempre estão a te esperar. É o lugar onde ninguém precisa de máscaras, cada um é o que é. É o lugar de recobrar as forças, e dividir os pesos.
Fraternidade é o local onde se é interpelado ao pedido do evangelho, a necessidade de ser evangelho.
É o local onde se pode viver a plenitude da vocação; vocação aqui entendida como "chamado" e "resposta"; chamado de um Deus que nos convida a viver em fraternidade, e resposta do ser humano que na fraternidade dá seu sim a Deus.
Fraternidade é o lugar das rosas, onde cada irmão trás um cheiro diferente, mas que trás consigo também alguns espinhos. E aqui nos deparamos com a grande graça da fraternidade: Não se abandona as rosas por causa dos seus espinhos, antes cultiva-as com mais carinho e se aprende a lidar com seus espinhos.
Existe um ditado, muitas vezes usado com sentido pejorativo que diz: "Família ninguém escolhe!" Fraternidade também é uma família que nós não escolhemos, mas como nossa família sanguínea ou adotiva, são presentes que Deus nos dá. Não servem para serem usados, mas para serem cuidados.
Novamente Francisco dizia que os irmãos deveriam nutrir entre si o mesmo amor que uma mãe nutria por seus filhos. E aqui está da forma mais clara do que é fraternidade.
Este texto, talvez não seja tão claro como deveria; tinha como princípio elucidar um pouco do que é fraternidade, mas existem algumas peculiaridades e curiosidades que também são necessárias para um melhor entendimento, e esse é o foco do nosso próximo texto.
Novamente o convite:
ATREVA-TE!
Fraternalmente
Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local
sexta-feira, 23 de março de 2012
COMPROMISSO FRANCISCANO DE VIDA
"Eu desejo viver na JUFRA, o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, e o Ideal Franciscano de Vida!"
Este é o grande desafio e talvez a maior verdade que a JUFRA traz em si. Desde o princípio, quando o jovem tem os primeiros contatos com a JUFRA, é o compromisso assumido pelos irmãos, na Juventude Franciscana que deve encantar.
Todo jufrista depois de um certo tempo, vivendo junto à uma fraternidade local da JUFRA, é convidado a assumir o Compromisso Franciscano de Vida. Assumindo para si a vocação franciscana, que é em "FRATERNIDADE", "VIVER O EVANGELHO DE JESUS CRISTO" e o "IDEAL FRANCISCANO DE VIDA". Nenhuma existe sem a outra, ambas coexistem.
Viver tudo isso não é uma tarefa fácil, é um compromisso sério, mas que assumimos com a ajuda dos irmãos. Cada um assume o seu compromisso, mas só podemos vivenciá-lo juntos aos irmãos, em fraternidade.
É a maneira como a fraternidade vivencia o evangelho e o ideal, que cativa o coração do jovem, e o ajuda a assumir a sua vocação. Como o título de um texto de frei Almir Guimarães "Nossas fraternidades, albergues do ressuscitado". É no coração da fraternidade que abriga Cristo, que outros jovens também poderão compreender sua vocação.
Ao lermos a história de Santa Clara, vemos como Francisco foi importante para que ela discernisse o caminho que Deus à chamava a trilhar. Nossas fraternidades, pelo testemunho cristão-franciscano, devem ajudar os jovens a entender a sua vocação jovem, na Igreja e no mundo.
Ao longo de várias semanas, vamos refletir juntos sobre este compromisso, e na próxima semana, falaremos sobre FRATERNIDADE.
E você jovem,
ATREVA-TE!
Fraternalmente
Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local
Este é o grande desafio e talvez a maior verdade que a JUFRA traz em si. Desde o princípio, quando o jovem tem os primeiros contatos com a JUFRA, é o compromisso assumido pelos irmãos, na Juventude Franciscana que deve encantar.
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| Queremos viver este compromisso, de vida e missão em fraternidade. - Hino dos 40 anos da JUFRA do Brasil. |
Todo jufrista depois de um certo tempo, vivendo junto à uma fraternidade local da JUFRA, é convidado a assumir o Compromisso Franciscano de Vida. Assumindo para si a vocação franciscana, que é em "FRATERNIDADE", "VIVER O EVANGELHO DE JESUS CRISTO" e o "IDEAL FRANCISCANO DE VIDA". Nenhuma existe sem a outra, ambas coexistem.
Viver tudo isso não é uma tarefa fácil, é um compromisso sério, mas que assumimos com a ajuda dos irmãos. Cada um assume o seu compromisso, mas só podemos vivenciá-lo juntos aos irmãos, em fraternidade.
É a maneira como a fraternidade vivencia o evangelho e o ideal, que cativa o coração do jovem, e o ajuda a assumir a sua vocação. Como o título de um texto de frei Almir Guimarães "Nossas fraternidades, albergues do ressuscitado". É no coração da fraternidade que abriga Cristo, que outros jovens também poderão compreender sua vocação.
Ao lermos a história de Santa Clara, vemos como Francisco foi importante para que ela discernisse o caminho que Deus à chamava a trilhar. Nossas fraternidades, pelo testemunho cristão-franciscano, devem ajudar os jovens a entender a sua vocação jovem, na Igreja e no mundo.
Ao longo de várias semanas, vamos refletir juntos sobre este compromisso, e na próxima semana, falaremos sobre FRATERNIDADE.
E você jovem,
ATREVA-TE!
Fraternalmente
Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local
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