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quinta-feira, 1 de março de 2012

A VIRTUDE DO AMOR!

E a maioria absoluta das músicas, poesias e os mais variados textos, tratam do amor. Mesmo que seja aquele não correspondido, aquele que foi interrompido, aquele que não chegou a acontecer.

Ah o amor!

Pode ser que muitas vezes ele seja banalizado pelas pessoas, onde a expressão "Eu te amo!", não brota de um sentimento real, mas da necessidade que se tem de agradar de alguma maneira, e o amor que agrada a todos, acaba sendo um trampolim, e não um caminho pelo qual o ser humano deve caminhar.
Várias são as conceituações do que é amor, mas vamos apenas nos referir ao amor ágape.
 Certa vez, ouvi uma definição para o amor que nos ensina o evangelho, que gostei e sempre compartilho com outros e trago agora para esse texto: " O amor de que nos fala Jesus no evangelho, é um amor desinteressado e que ama o outro, não por algum motivo que lhe beneficie ou qualquer outra coisa, um amor que ama pelo simples fato do outro existir!"

Este é o amor que nos é concedido por Deus, como virtude que nos faz experimentar o reino de Deus e de implanta-lo em nossos dias. Deus é essencialmente amor, tanto que nos deu seu Filho por amor a humanidade, mesmo com nossos pecados; nos deu seu Espírito Santo por amor e reconhecimento de nossas fragilidades e limitações. E várias e várias outras coisas nos foram concedidas em abundância, para que possamos viver a graça do amor, e para que possamos testemunhar para aqueles que ainda não conhecem o grandioso amor de Deus.

Todos os dons que nos são concedidos, devem ser colocados a serviço do bem e da graça, as virtudes, -a do amor por excelência, devem impregnar todo o nosso ser. Paulo é completamente sábio quando diz que o amor é a maior de todas as virtudes, pois nem a fé, nem a esperança são capazes de fazer o que o amor é capaz.
O que leva Jesus a morrer na cruz é o imenso e incomensurável amor que sentiu e sente pela humanidade pecadora. Não faz isso por dó, ou pena, faz isso por amor. Por compaixão e com paixão, não à cruz, mas ao imenso bem que faz a humanidade.
E porque o amor é única virtude que não se encerra com a morte?
A fé é a virtude que nos leva a crer em Deus, e a trabalhar para fazer com que suas palavras se tornem vida, mesmo que nós nunca o tenhamos visto, apenas experimentado, em parte. Quando o conhecermos face a face, já estaremos diante de tudo isso, e não será mais necessário a fé, por já o conheceremos.
A esperança nos faz acreditar na certeza da salvação que a cruz nos garante, mas quando estivermos juntos de Deus, não iremos mais precisar esperar, pois já estaremos vivendo a plenitude da graça.

O amor é a virtude da essência de Deus, que nos leva a experimentar o seu amor a humanidade na proporção que nos é possível diante de nossa fragilidade. Mas na vida eterna, poderemos conhecer a essência do amor, e é isso que conheceremos face a face, o amor de Deus, e então poderemos viver a vida em plenitude. O amor que hoje vivemos em parte e para o qual fomos criados, continuará no céu e será pleno e completo, pois beberemos da fonte livres de todo e qualquer impedimento.

Fé, esperança e caridade! Caminhos que nos conduzem a experimentar na terra, o que vivenciaremos em plenitude no céu!


Espero ter iluminado algumas ideias a respeito do tema, e que me perdoem nas minhas limitações, por talvez não ter deixado tão claro as mensagens que pretendia transmitir.

A todos a Paz e o Bem!

Fraternalmente

Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A VIRTUDE DA ESPERANÇA!

A virtude da fé nos faz acreditar e crer na salvação que provêm somente de Deus, e nos faz lutar e trabalhar para alcança-la. Mas juntamente a isso está a esperança desta salvação. Sim, todos nós cremos que a salvação está em Deus, mas é preciso também esperar por ela, e acreditar nessa espera. A maneira a que somos chamados a esperar é a fé quem nos indica, mas é a esperança desse reino celeste, que faz com que nos empenhemos pela fé para construí-lo.



Já temos até aqui duas virtudes: fé e esperança, e uma vai completando a outra. É pela esperança que não desanimamos de sempre buscar a Deus. Pois quando esmorecemos na fé, é a esperança que faz com que não desanimemos. E nos momentos em que já estamos perdendo as esperanças, é a fé que nos convida a acreditar que algo ainda é possível.

Estas virtudes nos revelam o amor de Deus por nós, que sabendo de nossas limitações, nos propõe caminhos diferentes para se chegar a um lugar comum, que é o seu amor. Caminhos diferentes porém, paralelos e juntos nos levam a experimentar a maior de todas as virtudes: o amor!

Na próxima semana, A VIRTUDE DO AMOR!

Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A VIRTUDE DA FÉ!

Pelo contrário, assim é que se deve dizer: “Tu tens a fé, e eu tenho ações! Mostra-me a tua fé sem as ações, que eu te mostrarei a minha fé a partir de minhas ações" (Tg 2,18)



A fé é o instrumento que nos é dado por Deus, para que possamos experimentar aqui na terra as alegrias do reino eterno. Por meio da fé somos convidados a experimentar a Deus no quanto nos é possível. Paulo já nos dizia que agora vemos apenas parte da totalidade, mas um dia conheceremos o todo, quando formos convidados ao banquete celestial.

A fé não é algo que a Igreja usa para cegar os fiéis, até porque a fé não vêm da Igreja, mas sim de Deus. A Igreja tem a missão de transmitir a fé que vem de Deus. E como já disse, não uma fé cega, mas uma fé que leva o cristão a compreender a realidade do mistério que está em Deus. Mistério não deve ser entendido como algo obscuro, secreto ou mesmo ilegal, mas como algo que não é compreensível ao ser humano, exceto quando revelado por Deus. É está a virtude da fé, levar o homem a compreender os mistérios que estão presentes em Deus, a experimentar a graça que se alcança com a vida eterna e principalmente a construir na terra a porção que lhe é possível do reino de Deus. Mas como Tiago já disse em sua carta, a fé sem obras é morta.
Enquanto estivermos nesta terra, devemos a Deus o dom de nossa fé, e como todos os dons, devem ser colocados a serviço da comunidade.

A fé nos leva a acreditar na existência de Deus, na compreensão de seus mistérios, e na construção de seu reino na terra, mas é uma virtude que se encerra com a morte, quando então veremos Deus face a face. Jesus disse a Tomé que felizes são os que acreditam ser terem visto, e estes somos nós que nunca vimos a Deus face a face, mas acreditamos e cremos n'Ele. Quando o conhecermos por completo, não nos será mais necessário a fé, visto que estaremos já participando plenamente do que a fé nos preparada e levava a experimentar em parte.


E a esperança?


Na próxima semana!


Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

AS VIRTUDES TEOLOGAIS

Agora enfim vou dar continuidade aos textos que falam sobre o apóstolo Paulo, e mais especificamente sobre as Virtudes Teologais. Não sou nenhum expert no assunto, pretendo apenas trazer algumas reflexões sobre o assunto, como me foi pedido pelo irmão Wendell.

Como já foi elencado no primeiro texto as virtudes teologais são: Fé, Esperança e Caridade!



As virtudes são os meios pelos quais somos levados para junto de Deus, ainda na terra. Ele mesmo concede estas virtudes aos homens, e é Ele mesmo que as recebe. São dons concedidos ao homem, para que possa experimentar em parte, a verdade absoluta que se alcançará na eternidade, junto de Deus. Como diz o apóstolo Paulo:

"Agora nós vemos num espelho, confusamente; mas, então, veremos face a face. Agora, conheço apenas em parte, mas então, conhecerei completamente, como sou conhecido." (1Cor 13,12) 
As virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade, são os meios pelos quais conhecemos Deus, ainda que em parte. Ele já se revelou, pelos profetas e plenamente em Jesus Cristo, mas nós ainda não o conhecemos por completo.

Estas três virtudes nos fazem experimentar o que conheceremos 'face a face'. Nos aproximam no que ainda não conhecemos, mas que existem de forma ainda inacessível a nós.

Embora sejam virtudes para o bem do homem, tem sua origem completa em Deus, é d'Ele que surgem e somente nele são encontradas. Nenhum homem pode simplesmente possuir estas virtudes, pois somente Deus as concede em plenitude. Elas nos fazem experimentar o verdadeiro sabor da vida em Deus.
E quando o apóstolo Paulo fala que a maior de todas as virtudes é a caridade ou o amor, - aqui depende da tradução e da interpretação, embora sejam sinônimos no texto bíblico, ele falava da unica virtude que permanecerá em nós mesmo na eternidade!

Mas porque as outras duas não continuaram?

Na próxima semana, continuaremos e entenderemos essa questão!

Paz e Bem

Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

São Paulo e São Francisco: Paladinos do Evangelho

Antes de qualquer coisa, quero dizer que não pretendo comparar os dois santos citados no título desta reflexão, dado que ambos viveram realidade bem diferentes. Mais do que isso, quero juntar em um único texto a grandeza destes dois homens. De fato não caberá todos os feitos que Deus prodigiosamente realizou na vida de cada um deles, mas tenho apenas a intenção de abrir o caminho.
No primeiro texto que escrevi, o texto chamava a continuidade refletindo sobre as Virtudes Teologais, mas antes de trazê-las para este blog, refletiremos juntos com Francisco e Paulo, ardorosos seguidores de Cristo, e grandes difusores do evangelho.

O CAMINHO

O caminho sempre foi o lugar da conversão. Jesus caminhava as margens do mar da Galiléia, e lhes seguem os filhos de Zebedeu. Felipe descia de Jerusalém em direção ao Sul, e apresenta Jesus a um servo da Rainha da Etiópia. Saulo caminha rumo a Damasco, Jesus lhe aparece em visão e mais do que rapidamente muda de caminho, e na rua Direita é batizado, e assim recebe o Espírito Santo e começa a evangelizar.
Francisco caminha para as cruzadas, o Senhor lhe aparece em visão e o pergunta qual é o verdadeiro Senhor a que se deve servir. O caminho levou tantos homens a Deus, mas não vamos simplesmente nos prender ao caminho enquanto espaço físico, mas consideremos também o caminho enquanto espaço que a alma percorre a procura da verdade cravada em Deus. O caminho transcende o que a palavra transmite simplesmente, e se torna o lugar do acontecimento.

Imagino que esse foi o motivo que levou estes dois santos a sempre estarem caminhando. Sabemos que sempre estavam viajando, e suas viagens sempre empreenderam e resultaram em grande difusão do evangelho. Aquele ditado que diz que o melhor da viagem é o caminho, torna-se realidade ao tomar conhecimento da vida destes homens. São coisas que podemos experimentar também em nossas vidas, percorrendo o caminho transcendental que leva ao Cristo.

Vidas que tomadas pelo mão quando estavam a caminho, se entregam por completo na missão que lhes é empregada pelo evangelho. A fidelidade ao evangelho faz com que esses dois homens deem cada um a seu modo, um novo rosto a Igreja de Jesus. Paulo modela os princípios da Igreja Primitiva, junto aos demais apóstolos. Séculos depois Francisco de Assis redescobre o evangelho e as ideologias das primeiras comunidades cristãs, muitas delas fundadas por Paulo ou seus companheiros. Os cristãos tinham tudo em comum, e estavam abertos a todos que quisessem aderir a Jesus. Sempre foi esse o pensamento da Igreja, mas em Francisco tudo isso ganha novo vigor. O retorno às origens.

Num tempo muito a frente dos que viveram estes santos homens, somos chamados a redescobrir a mensagem do evangelho, redescobrir o caminho da rua Direita, fazer novamente o caminho que leva a Apúlia, mas em Espoleto mesmo decidir o verdadeiro caminho.

E talvez o mais importante seja ter sempre em mente uma frase de Paulo, muito usada por Francisco, que deve impregnar nosso pensamento:

"Senhor, que queres que eu faça?"


Esta é a duvida que pôs estes homens a caminho. Atreva-te indagar-se também!

Na próxima semana, enfim vamos refletir sobre as Virtudes Teologais!!

Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Apóstolo Paulo

"Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho!" (ICor 9,16)



De grande perseguidor dos cristãos, Paulo se torna o maior difusor do evangelho no primeiro século da era cristã. No episódio da viagem a Damasco, ele se depara com o Cristo ressuscitado, e fica cego. Não era simplesmente uma cegueira fisíca, sua alma estava na escuridão e completamente fechada ao que acabara de ver e ouvir. Era preciso ser purificado, e quando é batizado pelo profeta em Damasco, recobra visão.
Paulo não experimentou um processo longo e demorado de conversão, ele viveu um grande momento em sua vida que foi suficiente para mudar sua posição. Não mudou tão rápido porque era fraco, mudou porque aquela mensagem foi clara demais sobre qual era o verdadeiro salvador.
Tomando o caminho certo, Paulo se torna grande anunciador do evangelho, e é responsável por levar o cristianismo para fora da Palestina. O cristianismo em Paulo ganha proporções estrondosas. Vejo que a mesma força que tinha na perseguição implacável aos cristãos, agora é colocada completamente a serviço da difusão do evangelho. Paulo pregou, operou milagres, sofreu perseguição, em algumas vezes dos próprios cristãos, mas perseverou até o fim.
A importância de Paulo no início da Igreja está no grande anuncio do evangelho, mas também na nova organização que vai dando aos cristãos. A circuncisão era um grande dilema da época, e segundo a carta aos Gálatas, levou até a uma certa discussão entre Pedro e Paulo, mas Paulo afirma que esse já não era um ritual necessário. A circuncisão para o judeu, era como o batismo para os cristãos, o meio pelo qual se era introduzido a fé. E os judeus que aderiam ao cristianismo julgavam necessário que os pagãos convertidos deveriam se circuncidar. Paulo responde a questão com maestria, pois a salvação mediante o seguimento da lei era um costume judeu farisaico, e de fato a salvação estava e está, simples e somente na fé em Jesus Cristo.
Paulo responde a questões que até mesmo os discípulos que tinham convivido com Jesus tinham certa dificuldade em responder.

Nas várias cartas que escreveu, algumas ainda que contestadas por historiadores como sendo de sua autoria, trazem grandes ensinamentos para a fé cristã. São cartas que amenizam conflitos e dão luz a várias questões sociais e políticas como para a comunidade de Corinto; que derrubam diferenças como na carta aos Romanos; quem afirmam a realeza e soberania de Jesus como na carta aos Colossenses e que promovem perdão e liberdade, como na pequena carta a Filêmon. As cartas em si não trazem tantas mensagens que se tenha ouvido dos evangelhos, mas apontam como vivê-lo em plenitude, dão pistas de seguimento fiel ao Cristo, iluminam o caminho para se chegar ao evangelho.
Paulo na primeira carta a comunidade de Corinto compõe um belíssimo texto no capitulo 13, exaltando e enaltecendo o amor, ao mesmo tempo que ensina como amar. Amor que é a base do cristianismo que pregou. Amor que pura e simplesmente constrói comunidade de vida e partilha e leva a salvação.
Não vou transcrever aqui o texto todo, deixo um convite a você leitor que pegue sua Bíblia e leia, saboreie e aproveite dessa belíssima mensagem, que virou tema de músicas e poesias.
Vou me ater somente ao último versículo: "Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade."

Aqui se compõem as virtudes teologais, que vindas de Deus guiam os homens para retornarem a Ele. Mas este é um assunto para os próximos textos.
Como convite, gostaria que cada um de vocês lessem ao menos uma carta de Paulo, um tesouro imenso para toda a Igreja, e na próxima quinta feira continuaremos nossa reflexão. Até lá!

Paz e Bem

Mateus Agostini Garcia
Secretário Fraterno Local